Verdadeira bem-aventurança
Tem sido dito que a palavra “bem-aventurado,” na nossa língua Portuguesa, significa simplesmente feliz. Assim o homem “bem-aventurado” do Salmo 1 é um homem feliz e o “Deus bem-aventurado” de I Tim. 1:11 é um Deus feliz. (Referimo-nos às palavras Hebraica e Grega muitas vezes traduzidas por bem-aventurado).Para dizer o mínimo, este é um entendimento superficial – ou uma falta de entendimento – de uma das palavras mais maravilhosas das Escrituras. Um louco pode ser feliz, um bêbado pode ser feliz, um homem iníquo pode ser feliz, mas nenhum deles é verdadeiramente bem-aventurado, pois alguém que é bem-aventurado tem uma razão profundamente válida para se regozijar.
Assim o Sal. 1:1,2 diz que o homem que se desvia de “o conselho dos ímpios,” “o caminho dos pecadores,” e “roda dos escarnecedores” e medita e se deleita na lei de Deus, é “bem-aventurado.” Ele está bem na vida e tem grande razão para se regozijar. Decerto que poucos ousarão reclamar que têm vivido em pleno esta passagem dos Salmos, mas a Palavra de Deus tem boas notícias até para os tais. Em Rom. 4:6-8, Paulo declara:
“Assim também David declara bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça sem as obras, dizendo: Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos.”
Esta bem-aventurança não é um mero sentimento de felicidade. É antes o estado de estar bem na vida, com uma razão profunda e permanente para se regozijar.
Assim, o Salmo 40:4, diz: “Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança,” e quando os Gálatas deixaram de confiar completamente no Senhor e começaram a confiar nas suas próprias obras, o Apóstolo perguntou-lhes: “Qual é, logo, a vossa bem-aventurança?” (Gál. 4:15).
Assim, ser verdadeiramente bem-aventurado é estar bem na vida, com a maior razão possível de regozijo. É por isso que o crente em Cristo, salvo e eternamente seguro n’Ele, é, como o próprio Deus, “eternamente bendito”.
Cornelius R. Stam



