Quando o Senhor perguntou porquê
Há duas ocasiões em que o Senhor perguntou “Porquê?”, que se destacam de tudo o mais.Uma vez bradou a Deus e a outra a Saulo de Tarso. Uma vez ao Santo e outra ao principal dos pecadores. Uma vez bradou da vergonhosa cruz e a outra da Sua glória no céu. Em ambos os casos o nome foi repetido.
Em Mat. 27:46 encontramos o primeiro angustiado “Porquê?”, quando Ele bradou: “Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?” O outro encontra-se em Act. 9:4, onde Ele é visto a bradar do Seu exílio no céu: “Saulo, Saulo, porque Me persegues?”
Estas duas questões representam os maiores enigmas da história e no entanto, estranhamente, uma delas é a solução simples para a outra! Porque é que Deus abandonou o Seu Filho? Você descobrirá a resposta quando perguntar porque é que a humanidade, representada em Saulo, abandonou e até perseguiu o Filho de Deus. A acção de Deus ao entregar Cristo para morrer, era o antídoto para a acção do homem. A morte de Cristo foi o remédio – o único remédio possível – para o pecado do homem. Foi devido à total irracionalidade do pecado do homem que Deus, para o salvar, teve de ser mais do que racional.
Saulo conduziu a sua nação e o mundo em rebelião contra Cristo, mas foi exactamente por isto que, em infinito amor, Deus escolheu-o para que se tornasse no grande apóstolo da graça, para dizer ao mundo que “Cristo morreu pelos nossos pecados.”
Ouça-o dizer como ele foi “blasfemo, e perseguidor, e opressor” mas como “a graça de nosso Senhor superabundou” (1 Tim. 1:13,14). Ouça-o dizer:
“…Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores; dos quais eu sou o principal. Mas por isso alcancei misericórdia, para que em mim, que sou o principal, Jesus Cristo mostrasse toda a Sua longanimidade, para exemplo dos que haviam de crer n’Ele para a vida eterna” (Vers. 15,16).
Uma vez que o “principal dos pecadores” agora está no céu, há esperança para todos nós, se confiarmos que Cristo morreu por nós.
Cornelius R. Stam



