Paulo e a ressurreição
O Apóstolo Paulo, ao discutir a ressurreição dos mortos, chegou à conclusão simples e válida: “…se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou” (1 Cor. 15:13).Mas o Apóstolo não pára aqui. Ouça-o quando ele atira um outro argumento: “…se Cristo não ressuscitou logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé” (Ver. 14). E isto ainda conduz a uma outra conclusão: “… se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos” (Vers. 17,18).
Trata-se de palavras sinceras sobre realidades rigorosas. Se algo como a ressurreição corporal dos mortos não existe, então Cristo não ressuscitou dos mortos, e se tal for o caso não temos nenhum Salvador vivo.
Mas aceitando tudo isto, poderemos crer no que é palpavelmente impossível? Ah, mas a ressurreição será palpavelmente impossível? Paulo responde a esta questão com bastante simplicidade nesta mesma discussão, em 1 Coríntios 15:
“Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão?” (Ver. 35).
Note bem, isto não é uma interrogação que revela interesse em saber, mas um desafio, que pretende provar que a ressurreição é impossível, e o Apóstolo responde a isso como tal:
“Insensato! o que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer” (Ver. 36).
Que réplica devastadora! Nós podemos destacar todas as razões porque a ressurreição é “impossível,” mas afinal, no fim de contas, ainda estamos rodeados por evidências esmagadoras de que ela é um facto. Toda a folha de erva, todo o grão de trigo, toda a linda flor testemunha o facto da ressurreição dos mortos.
Sim, Cristo está vivo de entre os mortos, e “… pode também salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus …” (Heb. 7:25).
Cornelius R. Stam



