A miséria gosta de companhia?
Nós temos ouvido a declaração: “A miséria gosta de companhia.” É verdade que quando uma pessoa está doente ou com problemas não sente tanta pena de si como quando se apercebe que outros são tão infelizes, e talvez mais, do que ela.
Contudo, alguns têm usado esta frase: “A miséria gosta de companhia,” ao falarem levianamente do inferno. Talvez tenha ouvido alguém dizer: “Bem, se for para o inferno, pelo menos terei muita companhia.” Isso é verdade, mas a companhia que os perdidos terão quando forem expulsos da presença de Deus dificilmente lhes proporcionará consolo.
Com o decorrer do tempo ambos morreram, e o rico, não sentindo qualquer necessidade de salvação, subitamente experimentou a ira de Deus sobre o pecado, pois o registo sagrado diz: “E no Hades, ergueu os olhos, estando em tormentos ...” (Luc. 16:23). Do seu lugar de tormento o rico viu Lázaro com Abraão “ao longe,” mas certamente que isto lhe proporcionava pouco consolo, enquanto que lemos de Lázaro ser “consolado.” Então o rico, ainda com superioridade altiva, pediu a Abraão que enviasse Lázaro à terra para avisar os seus cinco irmãos, “a fim de que não venham também para este lugar de tormento.” Ele não desejava que os seus irmãos se juntassem a ele no inferno. “A miséria,” então, entre os expulsos da presença de Deus, não “gosta de companhia.”
A história termina com Abraão a recusar o pedido do rico, explicando que se os irmãos dele não dessem ouvidos à Palavra de Deus “tão pouco acreditar[iam], ainda que algum dos mortos ressuscit[ass]e” (Luc. 16:31).
A forma de se evitar a sorte do rico, então, é crer na Palavra de Deus, particularmente a parte da Palavra de Deus que diz como Cristo morreu pelos nossos pecados para podermos ser justificados pela graça por meio da fé. Não se deixe enganar pelo velho adágio: “A miséria gosta de companhia.” Receba, hoje, Cristo como seu Salvador. “Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo” (Act. 16:31).
Cornelius R. Stam
in Two Minutes With The Bible



