Poesia de José Brito

José T. BritoQUE TE FIZERAM MEU SENHOR 
 

 

 

 

 

  

Num lugar Seu conhecido
Chegou Jesus a orar ao Seu Pai Amado
Sua alma está triste
Seu coração angustiado
Conhecendo o seu destino
"Pai, faz em mim a Tua vontade"

O silêncio é quebrado
Interrompida a comunhão
Aparece o tentador
E com ele a multidão.

O beijo já foi dado
Já cumpriu a sua missão
A ambição é desmedida
Já corroeu seu coração

A multidão se apressa
Com lanternas, archotes,
Espadas, varapaus e muito mais.
Jesus firme, disse: "a quem buscais?"

Caíram por terra
À voz do Criador
São momentos do Seu poder
E prova do Seu amor.

Então, prenderam a Jesus
O Senhor da Liberdade
De um lado, para o outro, foi levado
Como se um malfeitor e ladrão se tratasse

O combate, entre a mentira
E a verdade, estava traçado
Pela religião, poder humano
Jesus sabia. Ficou calado.

A justiça era falsa
Alguém tinha de morrer a todo o custo
Havia muitos mas nem um só era justo.
Assim foi julgado
Não Se defendeu, foi condenado.

Pelo caminho tão atroz
Levava a sua cruz
A minha cruz, a tua cruz
A cruz de todos nós.

Enfraquecido no Seu corpo
Na Sua mente
Sussurrava aquela voz
"crucifica-o, crucifica-o
E não reine sobre nós"

A cruz era pesada
Arrastou-a por algum tempo
Apareceu Simão, o cireneu
Ajudou a Jesus nesse tormento.

Chegou àquele lugar
Foi crucificado
Lugar estranho, lugar de morte.
Jesus ainda estava vivo
Por sua roupa tiraram sortes.

Que te fizeram meu Senhor?
Que maldade tão cruel
Furaram o teu lado
Provaste o amargo fel

No meio da sua agonia
Ouviu-se o tentador e a sua voz
"Afinal não é Deus
É igual a um de nós"

O Seu sangue vertia
A Sua vida fugia
Estava ali moribundo
Mesmo assim, lembrou-se deste mundo

O espírito rendeu
Jesus morreu
Logo a criação se manifestou
Por Aquele que a criou

O sol escureceu
A terra tremeu
O véu se fendeu
O morto reviveu

Era já tarde,
Mãos amigas O buscaram
Já não foi pelo Seu pé
Foi levado,
Num lençol foi enrolado
No sepulcro foi colocado
Não era Seu
Nem comprado
Era emprestado

Passou algum tempo ...
Onde está ó morte o teu aguilhão?
Jesus ali não ficou, ressuscitou
E levou a muitos com Ele no Seu coração.


José Teixeira de Bito
Agosto de 2012

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