A Visão que o Islão tem de Deus e da Sua revelação, ... ou como comunicar o Evangelho aos muçulmanos (I)

O Evangelho traz a esperança da vida eterna que os  islâmicos não têm     

     Quão difícil é comunicar o Evangelho com um muçulmano? Respeitando algumas dicas básicas, qualquer crente pode começar a comunicar eficazmente as boas notícias do seu Deus Criador.

     Encontrar um muçulmano não está mais limitado a um punhado de turistas ocidentais que visita o Egito, Turquia, ou algum outro destino popular do Médio Oriente. Cerca de 2,5 milhões de muçulmanos hoje chamam sua casa aos Estados Unidos, outros 3 milhões residem no Reino Unido, e números semelhantes habitam em todos os outros grandes países de língua inglesa. 1

     Assim, mais do que nunca, os Cristãos do Ocidente precisam de entender os desafios de comunicar o Evangelho aos muçulmanos. Cada batida do coração do crente deve ser para comunicar amorosamente a graciosa obra de Cristo de uma forma que qualquer alma preciosa possa entender - independentemente da religião da pessoa.

      Esta tarefa pode parecer intimidante, mas se já tiveres estudado os conceitos básicos da defesa da tua fé, estás bem encaminhado. Na verdade, a apologética (uma explicação bem fundamentada das tuas crenças Cristãs baseadas na Bíblia) é uma ferramenta poderosa em qualquer tipo de evangelismo. Sempre que abordes temas profundos, como o propósito da vida e da eternidade, as pessoas são facilmente atraídas para conversas fecundas que elas acham muito relevante para as suas vidas.

     Com uma abordagem apologética, poderás não só defender a tua fé, como também desafiá-los amorosamente a reconsiderarem as suas próprias crenças.


A questão fundamental em todas as conversas

     Antes de iniciares uma conversa com os muçulmanos, lembra-te que cada pessoa avalia todas as "provas" à luz de pressupostos. Pressupostos são as crenças subjacentes que orientam a forma como pensamos e interpretamos o mundo ao nosso redor. Os pressupostos de um muçulmano, geralmente arraigados nele desde a infância, irão colorir a maneira como ele interpreta tudo o que lhe disser.

     Este artigo irá examinar os pressupostos islâmicos sobre Deus e a Sua revelação. Ao trazeres esses pressupostos à superfície, poderás demonstrar as falhas fundamentais do Islão e, depois, graciosamente apontares para a verdade da Bíblia. Se o Espírito Santo destrói "fortalezas espirituais" (2 Coríntios 10: 4-5), Ele também pode abrir o coração e a mente do muçulmano para ouvir o Evangelho.

     O próximo artigo desta série irá examinar duas outras questões cruciais: a visão muçulmana do pecado e da salvação do homem. Quando terminares de ler ambos os artigos, deverás ficar pronto para conversar proveitosamente com qualquer muçulmano.


A visão que o Islão tem de Deus e a resposta Cristã

     A descrição do Alcorão de Alá, o ser supremo do Islão, cria duas contradições insolúveis: ele é incognoscível, mas podemos conhecê-lo; e ele é misericordioso, mas não tem nenhuma causa justa para a sua misericórdia. A Bíblia, pelo contrário, apresenta razões lógicas para podermos conhecer a Deus e encontrarmos consolo na Sua misericórdia.

     Examinemos cada um destes casos por sua vez.

     Um deus incognoscível, impessoal. O monoteísmo absoluto é o pressuposto central do Islão. A doutrina da tawhid (singularidade) no Islão afirma que Deus é absolutamente transcendente (Alcorão 112: 1-4). Por outras palavras, Ele não é apenas monoteísta, mas completamente distinto, único e indivisível, e completamente separado (impessoal), sendo que é incognoscível por seres "pessoais" como nós. Alá existe sem um lugar, independente da criação, com nenhuma semelhança às suas criações. Nada em toda a criação pode ser comparado a Alá.

     Esta doutrina central da tawhid cria um desafio lógico interessante. Como pode alguém conhecer algo sobre algo que é incognoscível?

     O Hadith, ou a tradição atribuída a Maomé, também ensina que Alá tem noventa e nove nomes que descrevem vários aspetos da natureza e personalidades de Alá. Se Alá é incognoscível, então como lhe podemos atribuir noventa e nove nomes  e torná-lo conhecido?

     A Bíblia, pelo contrário, revela que Deus é pessoal, e que Se revelou na Bíblia de modo a poder ser conhecido. De facto, a Bíblia ensina que Deus criou a humanidade com o propósito expresso desta O conhecer pessoalmente.

     Um Deus justo, mas misericordioso. O Islão chama a Alá justo (Alcorão 4:40), e para ser perfeitamente justo, Alá tem de punir todo o pecado. No entanto, o Alcorão também ensina que Alá é misericordioso, perdoando aqueles a quem ele escolhe para perdoar (Alcorão 4: 110; 73:20). Isso cria uma contradição lógica que impede Alá de ser justo ou misericordioso.

     Se ele é verdadeiramente misericordioso, porque é que ele não salva as pessoas durante sua vida na Terra, em vez de deixar o seu destino incerto até à vida após a morte, como o Alcorão ensina? Retendo a salvação até à vida após a morte significa que Alá ignora o clamor diário das pessoas para serem libertas do pecado e de Satanás. Por outras palavras, ele não está interessado em estabelecer a justiça celestial, enquanto os seus seguidores vivem na Terra, libertando-os assim do presente domínio de Satanás.

     AO CONTRÁRIO DO ISLAMISMO, O CRISTIANISMO OFERECE UMA RESPOSTA PARA O APARENTE DILEMA DE UM DEUS JUSTO, MAS MISERICORDIOSO: O SACRIFÍCIO SUBSTITUTIVO DE CRISTO.

     Ao contrário do islamismo, o Cristianismo oferece uma resposta para o aparente dilema de um Deus justo, mas misericordioso: o sacrifício substitutivo de Cristo satisfez a justiça de Deus, habilitando-O a revelar misericórdia. Ao contrário de Alá, o Deus da Bíblia estende a Sua justiça às pessoas enquanto vivem aqui na Terra, o que lhes permite confiar Nele e ser salvas agora (Mateus 12: 18-21; Isaías 42: 1-4). Por conseguinte a abordagem de Deus às pessoas, como revelada na Bíblia, é simultaneamente justa e misericordiosa.

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1 E não só. E agora com a onda de migração de gente de fé islâmica que invade a Europa, os Cristãos têm uma oportunidade dourada de lhes levar a esperança da vida eterna através da pregação do Evangelho. Como se sabe aquilo que era difícil até aqui, ou seja, chegar a estas almas para lhes levar o Evangelho, por causa do regime férreo dos seus países, tornou-se muito mais fácil. Aqueles que, ignorante e tristemente, se têm manifestado contra a vinda destes refugiados, pensando egoisticamente em si, deveriam antes dar graças a Deus pela oportunidade única que Deus nos está a dar para levarmos o Evangelho a estes muito mais pobres espiritualmente que, de outra forma, dificilmente teriam acesso ao mesmo. 

Por Rich Wendling and Daniel Shayesteh
(Continua)

 

A Visão que o Islão tem de Deus e da Sua revelação, ... ou como comunicar o Evangelho aos muçulmanos (I)
A Visão que o Islão tem de Deus e da Sua revelação, ... ou como comunicar o Evangelho aos muçulmanos (II)
A Visão que o Islão tem de Deus e da Sua revelação, ... ou como comunicar o Evangelho aos muçulmanos (III)
A Visão que o Islão tem do pecado e da salvação, ... ou como comunicar o Evangelho aos muçulmanos (IV)
A Visão que o Islão tem do pecado e da salvação, ... ou como comunicar o Evangelho aos muçulmanos (V)
A Visão que o Islão tem do pecado e da salvação, ... ou como comunicar o Evangelho aos muçulmanos (VI)
A Visão que o Islão tem do pecado e da salvação, ... ou como comunicar o Evangelho aos muçulmanos (VII)
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