A Visão que o Islão tem de Deus e da Sua revelação, ... ou como comunicar o Evangelho aos muçulmanos (III)

O Evangelho traz a esperança da vida eterna que os  islâmicos não têm     

A visão que o Islão tem de Cristo e a resposta Cristã

     A doutrina da Trindade merece cuidado especial quando falas aos muçulmanos. Uma vez que a singularidade de Deus é central para o seu pensamento, a trindade é um conceito muito difícil e deve ser apresentado com cuidado. Geralmente é bom protelar esta discussão para o momento apropriado, assim como quando explicares o papel do amor de Cristo como Salvador.

     Alá é descrito como um deus de amor (Alcorão 11:90; 85:14). Mas isso é problemático para a tawhid (singularidade), que o descreve como impessoal. O amor requer uma natureza pessoal que procura por um outro objeto pessoal em que expressa o amor. (Por outras palavras, o amor existe apenas entre duas pessoas). O amor não pode ser atribuído a um ser impessoal.

     Além disso, uma vez que Deus é impessoal, ele está destituído de múltiplas pessoas no seu próprio ser a quem revele amor antes de criar o mundo e de ensinar o amor às suas criaturas. Se Alá não tinha o atributo do amor antes da criação, como é que ele poderia criar seres com esse atributo? Um Deus que não ama, não pode criar criaturas que amem.

     Ao contrário de Alá, a natureza do Deus trino da Bíblia é amor (1 João 4:8). Cada pessoa da Trindade - Pai, Filho e Espírito Santo – tem amado cada uma das outras, desde a eternidade. O Deus trino teve sempre um objeto para o Seu amor.

     Na verdade, o desejo de Deus revelar a Sua natureza de amor a cada Pessoa da divindade é a razão de Ele expressar o Seu amor à humanidade. Como Pai, Ele amou ao querer salvar as pessoas; como Filho, Ele colocou esse amor em prática; e como Espírito Santo, Ele leva o Seu amor até ao fim. Examinaremos este importante tópico em mais detalhe na próxima parte desta série.


Deus fez-nos para vencer barreiras

     Deus criou todos os seres humanos, incluindo os muçulmanos, com a liberdade de escolha e a capacidade de ouvir, ler e entender. Pela graça de Deus as barreiras que separam alguém d’Ele podem ser vencidas. A menos que as barreiras e equívocos sejam identificados e corrigidos, não podem ser removidos. O desafio dos Cristãos é entender os pressupostos, práticas e falhas do Islão de modo a poderem apresentar argumentos devidamente fundamentados a favor da verdade da Bíblia, que Deus pode usar para alcançar o muçulmano.


O Alcorão versus a Bíblia

     Embora o Alcorão reivindique confirmar a Tora e os Evangelhos, realmente contradi-los em muitas áreas-chave. Por exemplo,

• A Tora diz que Deus criou o homem à sua imagem e bom (Génesis 1:26); o Alcorão afirma que Deus criou o homem em aflição e distúrbio (Alcorão 90:4).

• A Tora afirma que as pessoas têm o direito de inquirir sobre as palavras e feitos do profeta (Deuteronómio 18:20-21); o Alcorão afirma que as pessoas não têm o direito, de modo algum, de questionar o Profeta e seus sucessores (Alcorão 33:36; 59:7).

• Os Evangelhos declaram que as mentiras vêm do diabo em quem não há verdade (João 8:44); o Alcorão afirma que mentir é legítimo em determinadas circunstâncias (Alcorão 2:225; 3:28; 16:106).

• Os Evangelhos declaram que Jesus morreu, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia; o Alcorão afirma que Jesus não morreu, mas foi levado para o Céu (Alcorão 4:157-158).

• Os Evangelhos declaram que Jesus é o Filho de Deus; o Alcorão declara que Jesus é um mero homem, embora um profeta, mas não o Filho de Deus (Alcorão 9:30).

• Jesus disse: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim" (João 14:6); O Islão rejeita este conceito e ensina que Jesus era um profeta, mas Maomé foi um profeta maior.

     O Alcorão contradiz a Tora e os Evangelhos também em centenas de outras formas. O Alcorão não pode ser verdade se confirma a Tora e os Evangelhos e ainda contradiz a maioria das suas doutrinas fundamentais.

 

Por Rich Wendling and Daniel Shayesteh
(Continua)

A Visão que o Islão tem de Deus e da Sua revelação, ... ou como comunicar o Evangelho aos muçulmanos (I)
A Visão que o Islão tem de Deus e da Sua revelação, ... ou como comunicar o Evangelho aos muçulmanos (II)
A Visão que o Islão tem de Deus e da Sua revelação, ... ou como comunicar o Evangelho aos muçulmanos (III)
A Visão que o Islão tem do pecado e da salvação, ... ou como comunicar o Evangelho aos muçulmanos (IV)
A Visão que o Islão tem do pecado e da salvação, ... ou como comunicar o Evangelho aos muçulmanos (V)
A Visão que o Islão tem do pecado e da salvação, ... ou como comunicar o Evangelho aos muçulmanos (VI)
A Visão que o Islão tem do pecado e da salvação, ... ou como comunicar o Evangelho aos muçulmanos (VII)
A Visão que o Islão tem do pecado e da salvação, ... ou como comunicar o Evangelho aos muçulmanos (VIII)

 

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