O uso indevido de 2 Crónicas 7:14 (I)
Este artigo aborda a questão da cura da nossa terra que é muitas vezes pregada no ensino do Reino Agora e na Teologia do Domínio, que são tão populares hoje1. O princípio básico deste ensinamento é que é responsabilidade da igreja introduzir o reino de Deus na Terra. Israel falhou em fazer isso e a Igreja não está a fazê-lo agora. Os defensores da doutrina afirmam que Cristo está à espera que os Cristãos tomem o controlo das nações e das terras onde estão e estabeleçam o Seu reino sobre a Terra. Por vezes é mesmo declarado que o retorno de Cristo à Terra está directamente ligada à igreja realizar a sua obrigação de introduzir o reino. É óbvio que um tal ensino como este não tem cabimento na dispensação da graça de Deus que está agora em vigor e no “mistério de Cristo" que foi revelado a Paulo. Este ensinamento também não respeita a relação do concerto imutável que Deus fez com Israel e o recomeço e o cumprimento do programa de Israel no futuro. Em ligação a este ensino infeliz muitas vezes é declarado que as nossas nações e terras sofrem por causa do fracasso dos Cristãos em levarem a sério a sua responsabilidade. Este particular versículo da Escritura, 2 Crónicas 7:14, é frequentemente citado e defendido como uma promessa que os Cristãos devem reclamar e aplicar. O uso indevido e abuso de 2 Crónicas 7:14 é o tema deste artigo.

Os ateus têm rejeitado durante anos os milagres bíblicos como sendo mitos ou invenções completas. Embora os Cristãos e Judeus sempre tenham crido que os milagres - como a divisão do Mar Vermelho - realmente aconteceram e foram orquestrados pelo Deus Todo-Poderoso, só recentemente é que os investigadores têm vindo a admitir que, pelo menos cientificamente, o Mar Vermelho realmente poderia ter-se dividido para proporcionar a fuga dos filhos de Israel.
A Tanzânia alberga uma das jóias que coroam África, o majestoso monte Kilimanjaro. Erguendo-se a cerca de 6 mil metros, o Kilimanjaro é a montanha mais alta do continente Africano. Mas junto ao Kilimanjaro há algo que se ergue muito mais majestoso - o som de antigas vozes tribais que louvam a Deus.