Apesar de Billy Graham já ter sido promovido à glória (07NOV1918-21FEV2018), continuaremos a publicar as suas Perguntas/Respostas - novas e em arquivo.
Pergunta: Quantas vezes devemos confessar os nossos pecados a Deus? Encontro-me repetidamente a confessar coisas que fiz há anos atrás, mas nem sei mesmo porque o faço. Eu quero ter a certeza de que Deus me perdoou, mas como o posso saber? – Srª D.J.
Resposta: A razão porque continua a pedir a Deus que lhe perdoe os mesmos pecados repetidas vezes é porque não está realmente certa de que Ele os tenha realmente perdoado. Se soubesse, sem sombra de dúvida, de que Ele os havia perdoado, então não haveria qualquer razão para continuar a confessá-los, não é?
O jovem Koikai aprendeu a Palavra de Deus em áudio. (Foto: Kenya Hope)
Já se interrogou como Deus usa o dinheiro que doa para missões? Uma pequena oferta tornou-se a semente que fez florescer o ministério de um jovem analfabeto no Quénia, no leste de África.
No ano passado, a missão Kenya Hope recebeu uma doação de 35 euros. Com o valor, o ministério adquiriu uma Bíblia em áudio e deu a um jovem chamado Koikai, que não sabia ler nem escrever.
“Ele começou a ouvir e, no ano seguinte, quando voltámos, perguntei quantas vezes ele havia ouvido. Ele tinha ouvido tantas vezes que quase tinha memorizado o livro de Mateus” disse Joy Mueller, da missão, ao Mission Network News.
Há certas doutrinas da fé Cristã que são absolutamente fundamentais.1 São de primeira importância. Nelas não há nem pode haver diferenças de opinião. Os verdadeiros crentes estão unidos nessas grandes verdades. A diferença de opinião nessas verdades tem sido bem rotulada de heresias. Os verdadeiros crentes estarão dispostos a dar a vida por essas verdades. Não podemos ter comunhão com os que negam as verdades fundamentais.
A bem conhecida fórmula de Richard Baxter simplifica muito bem estas coisas nestes termos:
Nas verdades fundamentais, unidade. Nas questões secundárias, liberdade. Em todas as coisas, caridade (ou, amor).
Há questões que são secundárias.2Acerca delas os verdadeiros crentes podem diferir de opinião. Grandes homens de Deus não veem tudo exatamente do mesmo modo.
Depois há ainda uma terceira classe de assuntos que podem ser claramente rotulados de não essenciais. Quando se chega a esses assuntos há sempre pontos de vista diferentes, e deve haver liberdade para se discordar sem se causar conflitos ou divisões.
Um destes assuntos tem a ver com os cálices da ceia do Senhor. Por um lado, um só cálice simboliza a unidade do Corpo de Cristo. Mas quando a assembleia cresce, é normal usarem-se dois, três ou mesmo quatro cálices. Se quatro são válidos, porque não quarenta? O argumento para os cálices individuais repousa maiormente no perigo de se poderem transmitir doenças por meio do cálice comum, visto que o vinho não contem conteúdo alcoólico suficiente para matar os germes. Em qualquer caso isto não é uma questão de importância fundamental. Pelo contrário, proporciona uma oportunidade para mostrar amor e consideração aos que discordam de nós.
Outro assunto tem a ver com o uso de instrumentos musicais. Deve haver liberdade para uma assembleia adoptar a sua própria política nessa matéria. Nenhuma grande declaração de fé alguma vez considerou o acompanhamento instrumental como uma verdade fundamental da fé. Bem podemos parafrasear as palavras de Paulo sem violentá-las: «Porque, em Cristo Jesus, nem o órgão nem a sua ausência têm virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura» (Gál. 6.15).
Sumariemos: Nas verdades fundamentais deve haver unanimidade em qualquer assembleia. No que concerne às questões biblicamente importantes, mas não fundamentais, cada assembleia deve adotar uma posição no temor de Deus. Qualquer ensino contrário, público ou privado, que crie conflito ou divisão, não deve ser permitido. Se uma pessoa discorda com a posição da assembleia e sente que deve deixar aquela comunhão, deve fazê-lo em quietude e pacificamente, sem procurar arrastar outros com ele. Nas questões não essenciais, podemos ter convicções fortes nessas áreas, mas temos de reconhecer que há irmãos a quem Cristo salvou igualmente, que não concordam connosco. Por isso devemos evitar o dogmatismo excessivo.
Cromwell disse, “Rogo-vos pelas grandes misericórdias de Cristo que concebais a possibilidade de estardes errados”. Quando alguém tentou procurar defeitos no Dr. Ironside em alguns assuntos não essenciais, ele terá dito, “Bem, irmão, quando chegarmos ao céu, um de nós estará errado—e talvez seja eu!”. O fogo ter-se-á desvanecido, porque o irmão Ironside não lhe acrescentou combustível (Pro. 26.20).
Pode haver comunhão sem total acordo nestes tópicos. Onde há amor e quebrantamento, oração e paciência, humildade e temperança, as diferenças esbatem-se com amizade. Os crentes podem discordar sem serem desagradáveis.
Que o Senhor nos ajude a ser um exemplo nisso!
- William MacDonald
___________________________________ 1 Exemplo: 1 Timóteo 2:5 - nota do tradutor.
Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro ... 1 Pedro 2:24
As árvores (madeiro) aparecem com destaque nas Escrituras. No meio do Jardim do Éden estava a árvore do conhecimento do bem e do mal. Essa árvore tornou-se no símbolo da iniquidade do homem, pois ele desobedeceu à ordem de Deus para não comer dela. Como resultado, o pecado passou sobre todos os homens. A humanidade teve que suportar perpetuamente essa maldição do pecado. Para redimir o homem, o nosso Salvador veio e foi obediente até a morte, levando os nossos pecados no Seu próprio corpo na árvore (madeiro) para nos salvar. Jesus Cristo tomou o teu lugar na árvore (madeiro). Crês nisso?
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Pergunta: A Páscoa parece ser uma época de emersão do inverno sombrio para a esperança e uma nova vida. Mas a ênfase religiosa parece rebuscada. Porque é que a Páscoa tem que estar centrada na religião? - E.U.
Resposta:Não haveria Páscoa sem a verdade da ressurreição de Jesus Cristo. A própria primavera fala de uma nova vida. A ressurreição dá significado e poder à cruz. A vitória final da cruz é que esta não conseguiu segurar o Salvador do mundo, que ressuscitou para uma nova vida e foi vitorioso sobre a morte. Ele acabou a Sua obra pela humanidade ali, mas a cruz não O acabou. Ele triunfou sobre o pecado, ganhando a salvação para a humanidade. A Páscoa não significaria nada sem esta verdade poderosa, transportando as nossas esperanças para além da frieza e das profundezas da sepultura.