02-12-08 - Mulheres que fizeram aborto têm 30% mais problemas mentais, diz estudo
Mulheres que se submetem a abortos têm 30% mais de possibilidade de terem problemas mentais do que as mulheres que nunca passaram por isso, segundo uma pesquisa publicada na última edição da publicação científica British Journal of Psychiatry.Segundo a pesquisa, que acompanhou 500 mulheres, ansiedade e abuso no uso de drogas são os problemas mais comuns verificados em mulheres após um aborto.
O estudo não encontrou nenhuma evidência de que outros problemas relacionados com a gravidez possam provocar algum aumento perceptível de problemas mentais.
Argumentos avaliados
O coordenador do estudo, David Fergusson, acredita que a conclusão da pesquisa pode ter implicações sobre a decisão de se realizar um aborto, já que muitas vezes essa decisão se baseia no possível impacto negativo de seguir em frente com uma gravidez indesejada sobre a saúde mental da mulher.
A conclusão dos estudiosos “estabelece claramente um desafio ao uso de argumentos psiquiátricos para justificar o aborto”, disse ele, em declarações publicadas pelo diário britânico The Daily Telegraph.
“Não há nada neste estudo que sugira que a interrupção de uma gravidez esteja associada com menores riscos de problemas mentais que o nascimento”, afirmou Fergusson.
“Para algumas mulheres, o aborto pode ser um evento stressante e traumático que as coloca em um risco modestamente mais elevado de uma série de problemas mentais comuns.”




