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16-12-08 - O silêncio das pequenas igrejas na terra do apóstolo Paulo

antioquia_pisidia.jpg     Desde Junho passado, a Turquia tem visto um constante fluxo de fiéis vindos de vários lugares: Itália, Alemanha, Espanha, França, América Latina, Coreia e até Japão. Eles querem seguir as “pisadas do apóstolo Paulo”, revisitando o lugar onde nasceu, viveu, lutou e sofreu pelas comunidades cristãs que começavam na época. O seu aniversário de 2 mil anos está a ser comemorado este ano. Nenhum dia passa sem que grupos de fiéis visitem Tarso, Antioquia e Éfeso.

     Porém, eles não vêem nada além de pedras e ruínas à sombra dos muitos minaretes. Vão embora com uma grande sensação de tristeza, se não com a convicção, de que não existem muitos cristãos na Turquia, mas exclusivamente muçulmanos. Pouca coisa sobrou do reino do Senhor Jesus na Turquia. Apenas ruínas.

     Nada parece ter mudado nos últimos 70 anos: os visitantes vêem somente pedras, por mais gloriosas que sejam, de um passado que não existe mais; as igrejas foram transformadas em museus, mesquitas, escola ou bibliotecas. Uma Igreja reduzida ao silêncio O desconsolo é mais profundo se pensarmos que, um século atrás, a Turquia tinha a comunidade cristã mais numerosa do Médio Oriente. Hoje é a menor. Dos quase dois milhões de cristãos no início do século 20, restam apenas 150 mil, quase todos concentrados em grandes cidades como Istambul, Esmirna e Mersin. O restante está espalhado na Anatólia, em pequenas comunidades.

Cerca de metade deles é membro de uma Igreja Apostólica Arménia. Depois vêm as comunidades católicas (cerca de 3 mil no total), essencialmente latinas, mas também arménias, siríacas e caldeias. Existem 20 mil protestantes de várias denominações, em maior número que os sírio-ortodoxos: uns 10 mil – apenas um décimo do número existente um século atrás na região sul de Tur Abdin. Os gregos ortodoxos de Bartolomeu I reduziram-se a 5 mil. Entre os 70 milhões de habitantes, os cristãos representam um pequeno número, menos de 1%. Na realidade, é uma Igreja menor do que a mais pequenina semente.

     O desaparecimento da Igreja deu-se simultaneamente à redução de todas as instituições beneficentes geridas por ela (hospitais, hospícios, escolas), tanto pela constante perda de funcionários como pelas responsabilidades económicas impostas pelo Estado. Existem muitos obstáculos que dificultam a vida das comunidades cristãs num país que, a despeito de tudo, classifica-se como secular: falta de cadastro jurídico; restrição dos direitos de propriedade; interferência na gestão de fundações; impossibilidade de formar ministros; vigilância da polícia sobre os cristãos. Ainda não existe um estatuto que lhe permita ter existência legal, e, portanto, uma voz na sociedade.

     Em relação à liberdade religiosa, se é verdade que uma ordem oficial em Dezembro de 2003 autorizou a mudança de identidade religiosa, ou a mudança de uma religião para outra com base em uma simples declaração, a realidade dos factos demonstram que a pressão social e dos media tem muito mais poder. Basta pensar em Ancara. A capital do país deveria ser a fortaleza do secularismo. No entanto, as 250 famílias cristãs, distribuídas entre os 6 milhões de habitantes da cidade, sentem-se impelidas a dar nomes não-cristãos aos seus filhos, para que não sejam ridicularizados na escola ou discriminados no trabalho. Elas ocultam sua fé mesmo até mesmo em suas casas, e não colocam nas paredes imagens ou símbolos que perturbem a coexistência pacífica com os vizinhos. Elas sofrem todas as vezes que vão ao cemitério, vendo as sepulturas dos seus entes queridos serem repetidas vezes profanadas, as cruzes destruídas e as lápides deformadas. Elas se sentem inspecionadas da cabeça aos pés pelos polícias à paisana que ficam à entrada da igreja.

Assim, essas comunidades cristãs estão reduzidas ao silêncio. É uma Igreja que manca, que luta; uma igreja com medo. Crescendo em unidade. A vida não é fácil para aqueles que se declaram cristãos na Turquia. Em Antioquia, Mersin, Esmirna, Trabzon, Istambul ou Ancara, o escasso grupo de fiéis que se reúnem aos domingos na única igreja da cidade, oram, cantam, e depois da Ceia do Senhor, tomam chá juntos, conversam um pouco, reflectem sobre a sua fé e sobre as suas vidas. Eles são pequenas sementes destinadas a crescer. Agora que o Natal está a aproximar-se sem nenhum sinal externo muito significante, eles estão a organizar-se para decorar as igrejas, preparar peças de Natal, enriquecer o culto da meia-noite com coral, oferecer um banquete aos mais pobres. É um esforço de trabalho, uma fraternidade feita de simples gestos que podem ser simples ou até banais, mas que ajudam a acreditar, a continuar a esperar sobre todas as esperanças.


Fonte: AsiaNews

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