09-01-09 - Israelitas e Palestinianos: Quem é David, quem é Golias?
Grande parte do mundo compra a mentira – espalhada pelos Palestinianos e o Mundo Muçulmano Árabe e, na realidade, por muitos países Ocidentais – que pinta Israel como o mau “Golias” que “roubou” a terra aos “Palestinianos.”
Israel deu, unilateralmente, autonomia a Gaza em 1994, retirando dali os últimos dos seus cidadãos e soldados em 2005. O Hamas, tendo assumido o poder via eleições livres em 2006, combateu e derrotou o seu rival político e militar, Fatah, para assumir o controlo de Gaza em 2007. Nos passados oito anos, o Hamas disparou mais de 10.000 rockets e morteiros sobre Israel – 7.000 deles após a retirada de Israel em 2005. Com tecnologia melhorada – segundo relatos, com o apoio do Irão – os rockets do Hamas agora podem voar 40 kms antes do impacto e explosão, por conseguinte ameaçando, ferindo e matando cada vez mais Israelitas que vivem no Sul de Israel.
Mas a que se deve a resposta”desproporcionada” de Israel? Segundo relatos, mais de 600 Palestinianos foram mortos, sendo alguns civis. Ponhamos de parte por momentos a carta do estatutos do Hamas exigir especificamente o “extermínio” do estado de Israel. E ponhamos de parte o facto dos “militantes” Palestinianos combaterem fortemente áreas populacionais, autorizando, na verdade encorajando (para propósitos PR) baixas civis.
Voltemos a nossa atenção para a alegação do “roubo.”
Israel jaz no antigo canto sudoeste da Crescente Fértil, tendo algumas das mais antigas evidências arqueológicas de cidades e agricultura primitivas. Historiadores e arqueólogos crêem que os Hebreus provavelmente chegaram à área no Segundo milénio A.C.. A nação foi formada quando os Israelitas deixaram o Egipto durante o Êxodo, sendo crido que tal tenha ocorrido na parte final do Séc. XIII A.C..
As 12 tribos de Israel uniram-se cerca de 1050 A.C., formando o Reino de Israel. David, o segundo rei de Israel, estabeleceu Jerusalém como capital nacional de Israel há 3.000 anos. Os reinos e estados Judaicos existiram intermitentemente na região durante um milénio.
Depois de conquistados por Babilónios, Persas e Gregos, um reino Judaico independente foi brevemente reavivado em 168 A.C., mas Roma assumiu o controlo no século seguinte, renomeando a terra da Judeia como “Palestina”, atribuindo-lhe o nome dos Filisteus, inimigos históricos dos Israelitas.
A invasão dos Árabes conquistou a terra ao Império Romano Oriental (Bizantinos) no ano 638 A.D. e atraíram colonos Árabes. Em poucos séculos, a língua Árabe e o Islão prevaleceram, mas uma minoria Judaica permaneceu. Após um breve período de prosperidade, ondas de invasões e mudanças de controlo seguiram-se, incluindo o governo dos impérios não-Árabes dos Seljuks, Mamelukes e cruzados Europeus, antes de se tornar parte do Império Otomano de 1517 a 1918.
Os cruzados massacraram milhares de Judeus, juntamente com Muçulmanos, no Séc. XI. Mas pouco tempo depois, os Judeus Europeus estabeleceram centros de aprendizagem e comércio Judaicos. No tempo em que os Turcos Otomanos ocuparam a Palestina no Séc. XVI, segundo relatos Britânicos, cerca de 15.000 Judeus viviam em Safed, que era um centro de aprendizagem rabínica. Muitos mais Judeus viviam em Jerusalém, Hebron, Acre e outros locais. A meio do Séc. XIX, os Judeus constituíam uma presença significativa – muitas vezes a maioria – em muitas cidades.
Ainda, no Séc. XIX, a Terra Santa parecia mais um deserto. Quando os Judeus começaram a voltar à sua “terra prometida” no princípio do Séc. XX, o deserto começou literalmente a florescer sob a sua indústria. Os Árabes seguiram-nos, vindo em grandes números em busca de trabalho e de prosperidade.
Após quatro séculos de governo Otomano, os Britânicos tomaram a terra em 1917 e comprometeram-se na declaração de Balfour a apoiar uma pátria nacional Judaica ali. Em 1920, o Mandato Britânico da Palestina foi reconhecido. Uma declaração passada pela Liga das Nações em 1922 dividiu efectivamente o território mandatado em duas partes. A porção oriental, chamada Transjordânia, tornar-se-ia mais tarde no reino Árabe da Jordânia em 1946. A outra porção, compreendendo o território oeste do Rio Jordão, foi administrada como Palestina sob provisões que requeriam o estabelecimento de uma pátria Judaica.
As Nações Unidas, em 1947, segmentaram a área em estado Judeu e Árabe separados ao longo de meandros e limites indefensáveis. O mundo árabe, insistindo que qualquer pretensão judaica à Palestina era inválida, recusou acerrimamente comprometer ou mesmo discutir o assunto.
Quando a independência de Israel foi declarada em 1948, as forces Árabes do Egipto, Tranjordânia, Síria, Líbano e Iraque combinaram exterminar o país com 1 dia de idade. Eles perderam. Apesar disto, o Egipto ocupou a maior parte da Faixa de Gaza, e a Transjordânia (chamando-se a si de “Jordânia”) deteve a maior parte da Cisjordânia e metade de Jerusalém. No entanto nenhum país Árabe deu um estado aos “Palestinianos.”
A palavra “Palestiniano,” como usada hoje, é um termo relativamente recente. Até ao fim do mandato Britânico sobre a Palestina, em 1948, todos os habitantes da área oeste do rio Jordão eram conhecidos como “Palestinianos.” Um Judeu que vivesse no que é agora Israel era um “Palestiniano Judeu.” Um Árabe que vivesse na área era um “Árabe Palestiniano.” De modo semelhante, um Cristão era conhecido como “Cristão Palestiniano.”
Israel ganhou mais terra após uma série de guerras, terra depois devolvida ou oferecida em troca de paz. Os Judeus não “roubaram” nada.




