12-01-09 - Estudo confirma importância de Mãe e Pai, o desígnio ideal de Deus para a família
As raparigas precisam do pai e os rapazes da mãe
A última edição do The Journal of Communication and Religion [O Jornal de Comunicação e Religião] (Novembro 2008, Volume 31, Número 2) contém uma excelente análise da importância do pai do sexo oposto nos relacionamentos. A conclusão de senso comum é apoiada com dados de ciências sociais e afirmada por um artigo escolar revisto: as raparigas precisam de um pai, e os rapazes precisam de uma mãe.
Mais, os lares estáveis incluem conversas específicas sobre a parte espiritual e apoio ao envolvimento das crianças em actividades espirituais. Estas famílias criam relacionamentos de alta qualidade por comportamentos de comunicação específicos, tais como abertura, confiança e dependência. Estas mesmas características, não incidentalmente, são poderosos prognosticadores do sucesso ou fracasso conjugal.
Os autores, G.L. Forward, Alison Sansom-Livolsi, e Jordanna McGovern, enfatizam o facto de que uma família é mais do que meramente um grupo de indivíduos que vivem sob o mesmo tecto. Eles citam numerosos estudos que indicam que os pais desempenham um papel crucial no desenvolvimento pessoal e social do filho. De facto, o relacionamento do filho com o seu pai ou mãe é o único factor mais importante determinante na felicidade, ajustamento, desenvolvimento, realização educacional, e sucesso da criança a longo prazo.
Para além dessa informação geral, estudos indicam que as raparigas recebem melhor apoio da família do que os rapazes. As raparigas sentem-se mais próximas dos seus pais, talvez porque os pais conversam e expressam mais prontamente emoções com as filhas do que com os filhos. Em geral, as mães passam de longe mais tempo com as filhas do que com os filhos. De modo semelhante, os pais passam mais tempo com os filhos do que com as filhas. Apesar disso, os relacionamentos pai-filha e mãe-filho tendem a ter maior impacto sobre o futuro relacionamento íntimo de uma criança do que o seu relacionamento com o pai do mesmo sexo.
Toda esta informação tem maior significado hoje do que alguma vez antes porque as estruturas da família estão a mudar mais rapidamente do que em qualquer tempo antes. O Centro Nacional de estatística para a Saúde relatou em 2006 que 48% de todos os casamentos nos Estados Unidos terminaram em divórcio. Outros estudos indicam que a coabitação, o casamento retardado, os casamentos em série, e numerosas estruturas familiares mescladas estão a afectar os relacionamentos e as expectações entre membros da família. Estudos concluem que após um divórcio as mães muitas vezes tornam-se menos afectuosas e menos comunicativas com os seus filhos. A longo prazo a erosão dos relacionamentos da família é comum, com o relacionamento pai-filho a ser o relacionamento mais em perigo depois do tumulto da família.
A pesquisa, feita entre estudantes em duas universidades privadas relacionadas com igreja na Califórnia do Sul, pediu aos estudantes que avaliassem a sua satisfação no seu relacionamento familiar, espiritualidade, e comportamentos de comunicação com o pai de sexo oposto. Especificamente, o estudo analisou a abertura, a garantia, a dependência, e a espiritualidade entre o estudante e a sua mãe ou o seu pai. O estudo procurou especificamente a abertura, confiança, dependência, e espiritualidade entre o estudante e o seu pai ou mãe.
Dependência – Os autores definem dependência como o elo e ligação emocional que faculta a segurança que continua ao longo da vida de uma criança. A dependência sã é essencial para a autonomia. Ironicamente, a dependência pai-filho faculta o fundamento que permite à criança separar-se dos pais quando ele ou ela amadurecem e se tornam adultos. Crescimento social e emocional resultante de uma ligação segura — ter um porto seguro nos pais permite a uma criança que se afaste da sua base segura para explorar a autonomia e a independência como um adolescente e adulto emergente. Por outras palavras, quanto mais segura for a base, mais fácil é para uma criança deixar o ninho; elas sabem que os pais estão lá e sentem-se suficientemente seguras e confiantes ao fazerem a transição para a idade adulta.
Abertura – Quando os pais e filhos partilham aberta e confortavelmente os seus pensamentos e emoções, a transição para a idade adulta de forma saudável é mais fácil. Além disso, tal abertura assiste a criança nas tomadas de decisão. Maior interacção conduz a menos problemas familiares. Os pais que expressam amor, oferecem frequentes elogios, e encorajam a concessão mútua que cria adolescentes com menor probabilidade de se envolverem em comportamentos perigosos quando sozinhos ou com amigos.
Confiança – A auto-estima de uma criança está fortemente ligada ao valor da confiança paternal. Um voto de confiança dos pais é particularmente significativo para os adolescentes. De facto, a capacidade de comunicar confiança a uma criança está identificado como chave para o sucesso paternal. Os pais bem sucedidos dão ao filho um sentimento de valor e de amor; pais coercivos implicam falta de confiança e incompetência. Estes estilos de comunicação afectam especialmente as raparigas; o encorajamento aberto e a atitude de apoio de um pai faz com que a filha se sinta confiante e crie maior sentimento de valor pessoal.
Espiritualidade – Os autores citaram numerosos estudos que unem as crenças e práticas espirituais a uma forte unidade familiar e assinalaram o facto de que o impacto mais notável de espiritualidade é durante a adolescência. A maior parte dos estudos descobriram um relacionamento inverso entre a espiritualidade e os comportamentos adolescentes de alto risco (bebida, uso de drogas, actividade sexual, depressão, etc.). Outros estudos indicam um relacionamento forte entre a crença e a prática espiritual da família e a saúde emocional do jovem e o bem-estar da família. Isto é particularmente assim com os rapazes adolescentes.
Enquanto a comunicação familiar e a interacção é crítica para se ter relacionamentos de alta qualidade com as crianças e adolescentes, este estudo sugere que o pai do sexo oposto é especialmente importante no fazer os filhos sentirem-se aprovados e encorajados. Isto é assim tanto com os rapazes como com as raparigas. Os pais têm maior impacto na vitalidade das suas filhas enquanto estudantes adolescentes. As filhas que têm uma relação forte com o seu pai são mais seguras em si, independentes, e mais bem sucedidas na escola e carreira do que aquelas que têm pais distantes ou ausentes.
Finalmente, o estudo valida o velho adágio, “a família que ora junta, permanece junta” — até mesmo durante aqueles anos difíceis da adolescência e juventude.




