14-07-09 - Aviação missionária dá asas ao Evangelho
Aquele dia mudou a história do mundo como poucos outros.
A aviação encolheu o globo, e até o universo – apesar de pouco. Porém a sua realização mais oculta foi o modo como tem sido usada para se expandir o Evangelho.
Butch Barkman, funcionário da organização Serviços de Rádio e Aviação da Selva assegura que ela realizou trabalho missionário, onde antes era impossível." O avião abriu novos campos missionários permitindo o contacto com grupos que estavam desterrados do mundo exterior. Livra os missionários das dificuldades de grandes viagens por terrenos difíceis. E dá-lhes apoio crucial na entrega de equipamentos e medicamentos e providenciando o transporte de emergência. Esse apoio permite que os missionários cheguem ao campo saudáveis e prontos para enfrentar a sua tarefa de longo prazo.
Dennis Fulton, das Asas de Socorro, menciona que “sabemos que o trabalho missionário da igreja se atrasaria anos e provavelmente décadas em algumas partes do mundo se não se fosse possível usar aviões”.
Cameron Townsend, fundador das traduções da Bíblia Wycliffe, foi pioneiro da aviação missionária. O tio Cam, como é conhecido em Wycliffe, viu a necessidade desta ferramenta em 1946, quando dois dos seus trabalhadores, tiveram de caminhar desde a sua base na cordilheira dos Andes até à cidade mais próxima. Quando chegaram ao seu destino três semanas depois, eram dignos de lástima.
“Quando o tio Cam os viu, a roupa deles estava andrajosa, rasgada e suja, e os seus corpos raquíticos. Ele disse,”Isto nunca deve voltar a acontecer ... Temos de ter aviões para que a nossa gente não desperdice as suas vidas”, disse Barkman.
Townsend fundou os ‘Serviços de Rádio e Aviação da Selva’, hoje conhecidos como JAARS, para transportar e servir os seus tradutores. Sedeado na Carolina do Norte, EUA, este é um dos maiores serviços de aviação missionária do mundo.
Entretanto, quando Towsend teve a ideia de começar a voar, um grupo de aviadores militares Cristãos teve ideias semelhantes.
Nos dias da Segunda Guerra Mundial formou-se o que hoje é conhecido como ‘Asas de Socorro’. Os seus primeiros pilotos foram pioneiros da aviação, como Betty Greene, a primeira mulher a voar sobre a cordilheira dos Andes. E também Nate Saint, bem conhecido pelo seu trabalho e martírio entre os Índios Auca no Equador.
Nate Saint foi um perito na adaptação de tecnologia da aviação ao trabalho missionário. Fulton refere “a forma inovadora que ele concebeu para transportar material e a concepção de um sistema de alimentação de combustível de emergência de modo a que se um problema ocorresse no sistema de alimentação principal, se pudesse ainda injectar combustível no motor de modo a manter o avião em voo.”
O espírito explorativo e inventivo de Nate saint ainda continua nos missionários que rasam a copa das árvores em busca de grupos que precisam de ouvir o Evangelho.
“Nós procuramos qualquer sinal de vida, seja uma pequena aldeia ou uma plantação. Às vezes as pessoas vivem em pequenas cavernas ou sob árvores que não são visíveis daqui. Mas podem-se ver sinais na área", disse um piloto das “Asas de Socorro.”
E como Saint, eles não são apenas pilotos, mas também pregadores. “Eles pregam ... mostram o filme Jesus, que é uma das modernas ferramentas que nos permite estender um lençol suspenso numa asa do avião e ligar um gerador e projectar o filme nesse lençol. As pessoas vêm, reúnem-se e podem ver e ouvir a história de Jesus, às vezes pela primeira vez ", diz Fulton.
É este espírito evangelístico, acima de tudo, que motiva os homens e mulheres da aviação missionária.
“Alguns de nós estamos aqui porque temos uma hélice interior que nos impulsiona com o desejo de comunicar o Evangelho. O avião é uma ferramenta.” conclui Fulton.
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