A Impaciência

Vivemos numa época de impaciência. Por toda a parte vemos os seus sinais, e, quanto mais aumentarem os engenhos mecânicos, tanto mais diminuirá a paciência.

«Sede cumpridores da Palavra, e não somente ouvintes» Tiago 1:22
Um escravo que tinha ganhado a confiança do seu dono viu, um dia, no mercado dos escravos, um negro cujo corpo corcovado e pernas cambaleantes denotavam a sua extrema fraqueza e velhice. O primeiro escravo implorou ao patrão que o comprasse. Este mostrou-se surpreendido, mas deu o seu consentimento e o velho mudou de dono, e foi levado para o seu novo domicílio.
Todos nós já tivemos a experiência infeliz na vida de ter que falar com alguém que é aviltante e ofensivo na forma de abordar uma questão. Tais pessoas parecem ter prazer em colocar os outros em situação difícil. De alguma forma pensam que com uma abordagem contundente conseguem levar a água ao seu moinho de forma mais eficaz. Normalmente, acontece o contrário, porque a sua maneira de falar é gritar, e não comunicar. Em vez dos relacionamentos serem reforçados, são destruídos por palavras abrasivas. Este tipo de resposta no perdido não nos deve surpreender, porém tal nunca deveria ser verdade num crente em Cristo. Infelizmente, porém, tal acontece cada vez mais no meio Cristão.
Uma das graças que quase se perdeu na Igreja de hoje é o tato. Tato é o "senso apurado do que fazer ou dizer, a fim de se manter boas relações com os outros ou evitar a ofensa." Essencialmente, é ter perceção e graça no lidar com os outros.
O apóstolo Paulo era um veterano na arte do tato. Apesar de ele ser firme quando confrontava o erro, ele sempre o fazia com graça, na esperança de restaurar o ofensor. Na maioria dos casos, no entanto, ele revelava tato para cumprir o seu propósito.
Um bom exemplo disso foi quando ele se dirigiu aos seus compatriotas em Jerusalém que estavam determinados a tirar-lhe a vida. Quando ele estava a ser levado para a fortaleza, solicitou que o comandante lhe permitisse falar à multidão descontrolada. De certeza de que este pedido provavelmente pareceria estranho ao capitão romano, mas ele deu a Paulo permissão para falar aos seus compatriotas.
"Varões irmãos e pais, ouvi agora a minha defesa perante vós. (E, quando ouviram falar-lhes em língua hebraica, maior silêncio guardaram.) E disse: Quanto a mim, sou varão judeu, nascido em Tarso da Cilícia, e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, ... " (Atos 22: 1-3).
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