Uma Palavra aos Pais (I)
Uma das mais infelizes e trágicas características de nossa civilização é a excessiva desobediência aos pais por parte dos filhos, quando menores, e a falta de reverência e respeito, quando grandes. Infelizmente, isto evidencia-se de muitas maneiras inclusive em famílias cristãs. Nas nossas abundantes viagens nestes últimos trinta anos, fomos recebidos em muitos lares. A piedade e a beleza de alguns deles ainda permanecem nos nossos corações como agradáveis e singelas recordações. Outros lares, porém, transmitiram-nos as mais dolorosas impressões. Os filhos obstinados ou mimados não apenas trazem para si mesmos perpétua infelicidade, mas também causam desconforto a todos os que se relacionam com eles e prenunciam coisas ruins para os dias vindouros.
Ao longo de todo o Velho Testamento a cruz não é senão vista tenuemente. Apesar de uma centena de figuras históricas e de mais de uma centena de sacrifícios e rituais Levíticos serem típicos de Cristo e da Sua obra consumada, o Velho Testamento nem uma única vez declara isso. O silêncio é profundo. A profecia do Velho Testamento mais clara sobre a morte de Cristo, Isaías 53, nem sequer especifica quem seria o Sofredor.
Não é o materialismo que satisfaz a alma humana. A elevada taxa de suicídios num dos países mais industrializados e ricos do mundo comprova isso.