O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (VII)

A responsabilidade das mulheres
“Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada” (Ver. 5).
Já vimos como os registos históricos mostram que as mulheres se cobriam nas reuniões de igreja com véu. Faziam-no porque o ensino de Paulo para a Igreja, o Corpo de Cristo, é exatamente esse. Só no início do século passado como resultado do surgimento de mulheres insubmissas e insubordinadas, rebeldes, que abraçaram o movimento feminista, mulheres que quiseram anular as diferenças que Deus vinca entre ambos os sexos, é que o uso do véu, por não servir os seus intentos, começou a cair em desuso.
Porém, está escrito que a mulher que se reúne com a igreja “…com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça …”.
O que significa isso? Significa que nessas circunstâncias ela desonra o homem, que o versículo 3 diz ser a sua cabeça.
“Mas quero que vos saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem é a cabeça da mulher, e Deus é a cabeça de Cristo” (Ver. 3, TB).
E porque é que desonra o homem? “…porque é como se estivesse rapada”, diz Paulo.
O que é que isso quer dizer? Quer dizer que é como se ela não tivesse cabelo para cobrir. Cabelo para cobrir? Sim, mais adiante ele diz que o cabelo da mulher é a glória dela.
“… se a mulher tiver o cabelo comprido, é para ela uma glória …” (Ver. 15, TB).
Sendo o cabelo uma glória – a glória dela -, tem de ser coberto, pois nenhuma glória pode ser exibida onde só deve estar patente a glória de Deus. Lembramos aqui o que dissemos no capítulo reservado aos homens. “Na igreja só deve haver glória para Deus.” Sim, na igreja não há lugar para mais nenhuma glória. Toda e qualquer glória, que não a glória de Deus, deve ser coberta.
E como é que este facto desonra o homem? Desonra o homem porque Paulo diz que o cabelo feminino foi dado por Deus à mulher como uma cobertura, ou véu, natural para cobrir a glória que ela é – a glória do homem.
“Não vos ensina a própria natureza que … se a mulher tiver o cabelo comprido, é para ela uma glória? Pois o cabelo lhe é dado em lugar de véu” (Vers. 14,15, TB).
“Pois o homem, na verdade, não deve ter a cabeça coberta, sendo ele a imagem e glória de Deus; a mulher, porém, é a glória do homem” (Ver. 7 TB).
O argumento de Paulo é muito simples e muito lógico: se a mulher não se cobre com o véu, cobertura de tecido, é como se estivesse sem cabelo (a glória dela) para ser coberto, cabelo (véu natural) que cobriria a glória que ela é – do homem. Nessa circunstância a mulher, ao não se cobrir, expõe e manifesta na igreja a glória do homem que ela é. Esse facto é uma desonra para o homem, pois é a glória dele – a mulher – que, não estando coberta, compete com a glória de Deus, deslustrando-a, ensombrando-a.
“Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu” (Ver. 6).
O que Paulo diz agora faz todo o sentido. Se a mulher quer ser insubordinada e não se quer cobrir, então que rape a cabeça, pois só assim justificará não se cobrir, uma vez que deixa de ter o seu cabelo – a glória dela – que requereria ser coberto. Isto, é claro, trata-se de uma ironia de Paulo, pois mesmo não usando véu por estar rapada, a mulher continuaria a ser uma desonra para o homem, visto que a glória dele, que ela é, ficaria exposta.
“Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu” (Ver. 6).
O ensino de Paulo resume-se no seguinte:
- A mulher é a glória do homem. Sendo uma glória, tem de ser coberta, pois todas as glórias que não sejam glória de Deus não podem rivalizar com esta.
- Para cobrir a glória do homem que a mulher é, Deus deu-lhe um véu natural – o seu cabelo comprido.
- Porém como o cabelo da mulher é a glória dela, e portanto ela está a cobrir a glória que é, com a glória que tem – o seu cabelo -, tem de cobrir este com uma cobertura de tecido, véu, pois nenhuma glória pode rivalizar com a glória de Deus.
O “véu” cobre o que o Senhor, nas Escrituras, chama de “a glória da mulher”, o seu cabelo. Cobrir os seus cabelos é um gesto da mulher que mostra a Deus e aos homens que ela reconhece que a sua beleza é menor que a d’Ele e que a glória d’Ele está muito acima da sua.
(Continua)
O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (I)
O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (II)
O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (III)
O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (IV)
O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (II)
O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (III)
O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (IV)
O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (V)
O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (VI)
O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (VII)
O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (VIII)
O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (IX)
O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (X)
O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (XI)
O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (XII)
O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (VI)
O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (VII)
O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (VIII)
O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (IX)
O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (X)
O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (XI)
O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (XII)



