O Véu feminino tem, ou não, base bíblica? (XI)

Conceitos importantes
O versículo 7 foi já explicado, ao explicarmos os versículos 4-6.
“Pois o homem, na verdade, não deve ter a cabeça coberta, sendo ele a imagem e glória de Deus; a mulher, porém, é a glória do homem” (Ver. 7).
Pensamos ser oportuno congregar agora por ordem alguns conceitos que se encontram dispersos no texto e que já considerámos.
1 Coríntios 11 apresenta
- 3 autoridades – Deus em relação a Cristo, Cristo em relação ao homem, o homem em relação à mulher.
- 3 sujeições – Cristo em relação a Deus, o homem em relação a Cristo, a mulher em relação ao homem.
- 3 glórias – Cristo (a glória de Deus), a mulher (a glória do homem), o cabelo comprido da mulher (a glória da mulher).
- 2 véus – a cobertura de tecido com que as mulheres se devem cobrir, o cabelo comprido que as mulheres devem ter.
Certamente que o leitor já percebeu, se não tinha ainda percebido, que todo o argumento de Paulo nesta nova doutrina que ele revela à igreja, gira em torno destes factos.
Relativamente aos véus a lógica de Paulo é a seguinte:
Ele começa por mostrar a necessidade dos homens não se cobrirem e das mulheres cobrirem-se (usando logicamente uma cobertura de tecido). Depois de mostrar essa necessidade Paulo apelou à lógica do senso comum, perguntando,
“Julgai lá vós mesmos; é conveniente [ou, próprio] que uma mulher ore a Deus, não trazendo véu?” (Ver. 13).
Ou seja, depois de tudo o que expus, poderia dizer ele, acham que faz algum sentido as mulheres não se cobrirem com véu?
“Não vos ensina a própria natureza que se o homem tiver cabelo comprido, é para ele uma desonra;
“Mas se a mulher tiver o cabelo comprido, é para ela uma glória? Pois o cabelo lhe é dado em lugar de véu” (Vers. 14,15 TB).
De facto, a própria natureza dá-nos aqui uma lição objetiva, ensinando que o homem deve usar o cabelo curto, e a mulher cabelo comprido; mas a principal lição da natureza é ensinar à mulher que deve usar o véu ou cobrir a cabeça. A mulher, movida pela graça de Deus, deveria fazer (cobrir a cabeça), de forma espontânea e voluntária, o que a natureza lhe fez sem que a sua vontade tivesse de intervir, dando-lhe cabelo comprido e dando-lhe um exemplo.
(Continua)
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