A restauração na graça (II)

Ricky Kurth

     Em 1975, um quadro de Rembrandt conhecido como Ronda Noturna foi cortado por um desequilibrado mental armado de faca, que conseguiu infligir vários cortes grandes na obra-prima, antes de ser detido. Não é preciso ser génio para saber o que aconteceu depois. No dia seguinte, quando o pessoal de limpeza chegou, descobriram esta obra de arte valiosa no meio do lixo, dispondo-se a levá-la com este, certo?

     Claro que não! Os funcionários do Rijksmuseum em Amsterdão chamaram logo homens que eram especialistas em restauração de pinturas danificadas. O Ronda Noturna era muito valioso para simplesmente ser atirado para a lixeira, e o crente é demasiado valioso para “ser lançado no lixo” quando é surpreendido nalguma falta. No entanto, esta é muitas vezes a reação dos Cristãos legalistas que deixam de obedecer à ordem de Paulo para encaminhar “o tal com espírito de mansidão".

     Eu não sei se os especialistas em restauração de arte podem restaurar uma pintura a ponto de a deixar como nova, mas eu sei que um homem surpreendido numa falha pode ser restaurado a ponto de ser melhor do que novo. Os Cristãos legalistas que duvidam disto devem comparar o uso que Paulo faz da palavra "restaurar", aqui, com a do momento em que os discípulos perguntaram ao Senhor em Atos 1: 6, "restaurarás Tu neste tempo o reino a Israel?". Os estudiosos cuidadosos da Bíblia sabem que eles estavam a perguntar sobre a restauração do reino que Israel conheceu sob Salomão, quando o seu reino atingiu o zénite da sua grandeza. Depois da queda desse grande reino, Deus prometeu ao Seu povo: "… te restituirei [ou, restaurarei] os teus juízes, como eram dantes" (Is. 1:26), e os apóstolos escolhidos para serem esses juízes (Mat. 19:28) estavam a perguntar ao Senhor sobre essa mesma restauração.

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O Cristão pode ser político? (I)

William Wilberforce - Deus Todo Poderoso colocou perante mim dois grandes objetivos: a eliminação do comércio de escravos e a reforma dos costumes [a moral]

     Esta questão, colocada ocasionalmente por muitos crentes e respondida por escrito por muito poucos, não tem tido uma resposta bíblica sustentada nos ensinos Paulinos para a atual Dispensação da Graça de Deus, ou seja, na Magna Carta das suas epístolas. Alguma da sustentação dessas respostas que temos lido têm-se lamentavelmente inspirado no programa que Deus definiu para o Reino. Ora, quando se mistura graça com reino, nesta como noutras questões, o resultado só pode ser erro e confusão.

     Paulo mostra claramente em Romanos 13:1 que todo o poder político foi delegado por Deus, “porque não há potestade [autoridade] que não venha de Deus; e as potestades [autoridades] que há foram ordenadas por Deus”.

     Na atual Dispensação da Graça de Deus ainda decorre a Dispensação do Governo Humano, em que Deus não interfere diretamente no governo dos homens. Nestas dispensações Deus resolveu operar através de nós, não sem nós. Para esse fim Ele delegou a Sua autoridade aos homens, tanto no lar, como na igreja, como na sociedade.

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O Cristão pode ser político? (II)

Carlos M. Oliveira

     "Sagrado versus Secular" - Esta dicotomia é correta?

     Um pensamento que permeia o pensar de muitos crentes mal esclarecidos é a dicotomia "Sagrado versus Secular". Tal pensamento, vigente na Cristandade, é que se vai à missa para um ato sagrado, enquanto que ir trabalhar é um ato profano. Ainda hoje há uma dificuldade de uma visão unificada da fé Cristã para todas as áreas da vida (cultura, arte, lazer, trabalho, educação, política, etc.). Esta dicotomia permeia não só o pensamento católico, mas muitos protestantes, e não só …

     Biblicamente, esta dicotomia não é verdadeira, pois Deus vê tudo como um todo. A vida que o Cristão deve viver para Deus é uma vida integral. Para quem vive realmente para Deus nada é secular, tudo é sagrado.

     John Stott diz que "O dualismo, ou o divórcio entre as coisas sagradas e seculares tem sido uma tendência desastrosa na história da igreja". Paulo não pode ser acusado disso. Nas suas cartas, ele transitava simultaneamente entre o sagrado e o secular. Para Paulo "Todas as coisas são puras para os puros" (Tito 1:15). Talvez fosse esse texto que Spurgeon tinha em mente quando disse que "Para um homem que vive para Deus nada é secular, tudo é sagrado".

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Sermões e Estudos

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A tua chávena

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À procura da chave

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Estudo Bíblico
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